Na última terça-feira, durante aula do professor Rodrigo Carvalho, na faculdade, uma discussão tomou conta da sala: Cota para negros em Univ...

Politica de cotas: minha visão

Por | 19:22
Na última terça-feira, durante aula do professor Rodrigo Carvalho, na faculdade, uma discussão tomou conta da sala: Cota para negros em Universidades. O assunto foi tão polêmico em classe que durou nada menos do que 75 min (considerando que uma aula possui 105 min.). Foram ouvidas opiniões de vários “estudantes de comunicação”, como diria o Rodrigo. Dentre essas opiniões, há quem defenda e há quem demonstre contrariedade, ambos os grupos apresentando argumentos cabíveis. Deixei de apresentar minha opinião porque a discussão já estava trilhando caminhos sem volta (mais um pouco e continuaríamos nesse assunto mesmo no segundo tempo, sem que tenhamos a tão interessante, porém sonolenta aula de Cultura Brasileira).
Agora digo o que penso: Sou terminantemente contra a cota destinada a negros em universidades e outras instituições de ensino. Motivo? Eis a explicação: a discriminação e o preconceito racial nunca foram acobertados e sempre tivemos o conceito de um país preconceituoso, apesar da imensa diversidade racial. Embora devo admitir que entre tantos países, o Brasil não é tão preconceituoso assim. Mas essa determinação de pontuação a mais para negros é a prova exata de que a discriminação é fato irreversível na sociedade brasileira. Pois, os negros são tão capazes de produção mental quanto qualquer outra raça ou etnia, mas são tratados como se não. Infelizmente, a sociedade fecha os olhos para esse fato discriminatório e o que mais me assusta: os próprios negros se sujeitam a esse tipo de discriminação. Se ao menos eles quisessem protestar contra essa massa preconceituosa, talvez a sociedade resolvesse abrir os olhos e recapitular o sistema de cotas. O que dizem é que os negros representam a grande classe econômica do país, e como tal, não possuem estrutura adequada de ensino para ingresso nas unidades de ensino superior.
Sendo assim, o correto seria destinar esse sistema de cotas por classe, separando os indivíduos que realmente não podem ter estudos concretos e dignos de uma sociedade e que não podem arcar com as dívidas impostas por estas instituições de ensino superior. O que determina se uma pessoa é digna de ingressar em IES não é a cor da sua pele, mas sim o que essa pessoa tem dentro de si. E muitas pessoas sem condições, independente da cor, são capazes de estudar dignamente, só lhes falta oportunidades. As universidades federais deveriam ser destinadas a esse perfil e as universidades pagas são compostas de mais alunos desse gênero, através de bolsas (como PROUNI e Filantropias) do que as federais. O sistema deveria ser mudado, mas nada poderá ser feito se o preconceito persistir e prolongar na sociedade.


Bruna.
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