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O dia está bonito. Talvez devêssemos abrir as janelas e deixar o sol entrar. Não apenas na casa, mas em nossos corações. O dia está tão l...

O dia está bonito. Talvez devêssemos abrir as janelas e deixar o sol entrar. Não apenas na casa, mas em nossos corações. O dia está tão lindo e lá fora vejo um arco-íris. Sempre há um, após as tempestades. As tempestades de nossas vidas já passaram. Outras virão, tenho certeza, mas agora devemos apenas aproveitar esse sol. Aproveitar e ser feliz. 

Que tal sairmos para algum lugar legal? Já sei! Vamos ao Ibirapuera! Fizemos a promessa de um piquenique há tempos, lembra? Pois chegou a hora de cumpri-la. Ah, como é bom passar a manhã e o início da tarde nesse parque. Andar de bicicleta ou de patins, observar os patos no lago, sentar à sombra de uma árvore e sorrir. Sorrir espontaneamente. Sorrir sinceramente. 

À tarde podemos visitar aquela livraria sensacional que te falei. Livros, e filmes, e DVDs, e chocolates quentes, e sofás aconchegantes... só não vale dormir! Não podemos perder um minuto sequer desse final de semana que deverá ser inesquecível! 

E depois, quando sairmos da livraria, podemos pegar um ônibus e passear pela cidade. Já pensou se fosse um ônibus balada? UAU. Seria perfeito, não acha? Seria um ônibus balada open bar. E ele passaria pelos principais pontos da cidade. Duas horas de música, dança, bebidas e diversão em movimento. 

E não se esqueça de que a noite é uma criança. Acho que, depois do ônibus, deveríamos ir para aquela balada que comentamos, uma vez. Aliás, temos que comemorar seu aniversário, né? E daí que estamos um pouco atrasadas? Ainda é tempo! Brincar de ser feliz e ser feliz de verdade: merecemos isso!

O dia estará amanhecendo, novamente, quando voltarmos para casa. Cantaremos pelas ruas aquelas músicas às quais passamos a noite dançando. E nesse fim de semana esqueceremos aquelas canções 'dor de cotovelo' que ouvimos, algumas vezes. Você sabe do que estou falando.

O sofá será o seu lugar preferido! E eu estarei tão cansada e anestesiada de felicidade que nem me importarei de dormir no tapete. Nossos amigos, aqueles mais próximos, que estarão com a gente nesse momento especial, também se espalharão pelas cadeiras, poltronas e colchões. 

E quando acordarmos, não muito tarde para não perdermos tempo, iremos passear pela cidade. Quem sabe outros parques? Quem sabe outras livrarias? Se estivermos de férias, podemos prolongar o final de semana e pegar o primeiro avião para Buenos Aires. Cinco dias na Argentina, iremos aos pubs, às praças e parques, às baladas... Nem precisa ser em Buenos Aires. Pode ser até no Chile. Ou México. Ou Paraguai. Não importa o destino. O que importa é irmos juntas.

Depois de passar a semana em outro país, temos que voltar ao Brasil. Afinal... Oktober Fest Blumenau é uma de nossas promessas. Podemos passar um final de semana por lá. Ou uma semana inteira. Ahh, vamos passar o mês inteiro. Do primeiro ao último dia do evento! Sonhar faz parte. Realizar não é impossível!

E se ainda for pouco, mesmo com medo, aceito pular de bungee jump. Ou de paraquedas. Ou deslizar as Cataratas do Iguaçu. Ou mesmo que não façamos nada disso, mesmo que apenas peguemos um carro velho e dirigimos o país inteiro, sem um rumo certo, vamos fazer isso! Vamos fazer algo! 

E então iremos contar aos nossos netos... das aventuras de nossos vinte e poucos anos... da felicidade em compartilhar essas aventuras, ou compartilhar até mesmo um café, com os grandes amigos que a vida nos dá. Obrigada, Cinthia! 

Heath Ledger como Coringa - Foto Divulgação Ando mais inclinada em apaixonar-me por vilões. Os mocinhos andam ocupados correndo de fazer...

Heath Ledger como Coringa - Foto Divulgação
Ando mais inclinada em apaixonar-me por vilões. Os mocinhos andam ocupados correndo de fazerem o que chamam de 'bem', mas o bem que fazem a alguém é mal de outrem. Toda história tem dois lados. todos os lados tem suas mentiras. Sou mais a verdade não dita por aquele que não esconde ser quem é do que a mentira dita por quem usa a máscara de super heroi. Eu prefiro o vilão.

Trocar um abraço carinhoso sempre é um bom motivo para sorrir... e esta é a forma preferida que eu tenho de demonstrar carinho. Eu havia rec...



Trocar um abraço carinhoso sempre é um bom motivo para sorrir... e esta é a forma preferida que eu tenho de demonstrar carinho.
Eu havia recebido uma nota ruim, no trabalho da faculdade. E nota ruim para mim era o fracasso. Sentia-me desprezível por não ser capaz de alcançar meus objetivos. Um desânimo tomou conta de meu corpo e pensei que o melhor a fazer seria enfiar a cabeça nos livros e recuperar um pouco da dignidade que havia me escapado. Pousei os braços cansados no peitoril da instituição. Olhos observando à frente, fixos em um ponto inexistente, sem realmente ver a paisagem diante de meus olhos, com o pensamento longe e certa tristeza dentro de mim. Ouvi uma voz bem ao meu lado chamar meu nome. Ao me virar, recebi o sorriso sincero acompanhado de um carinhoso abraço. Em poucos segundos toda a tristeza se foi.
Um final de semana no parque sempre é um programa divertido. Ainda mais quando se está com os amigos: tentar jogar vôlei e deixar a bola presa nos galhos das árvores, correr para buscar a bola e escorregar na pequena ribanceira, sentar no pano xadrez sob a grama e aproveitar o piquenique, ser picada por um monstro invisível, também conhecido por formiga, e sofrer com a alergia... detalhes que não tem preço. Eu estava feliz, ainda mais quando recebi o sorriso sincero acompanhado de um carinhoso abraço.
Todas as pessoas felizes do mundo têm o seu quêde loucura. E cada loucura vem acompanhada de manias e tradições. Eu tenho uma tradição que virou mania. Ou mania que virou tradição. E nessa tradição, velha mania, tenho meus companheiros de noite ou de dia: o cachacinha. E lá compartilhamos a cerveja, brindamos com cachaça artesanal, esquecemos os problemas e lá eu também recebo o sorriso sincero acompanhado de um carinhoso abraço.

Citei esses três exemplos para que vocês entendam o essencial: não importa se estou triste, não importa se estou feliz, não importa se estou sendo apenas eu: receber o sorriso sincero acompanhado de um carinhoso abraço me faz muito bem. É o mesmo que voar sem medo de cair. É inexplicável. E é muito bom. E, sinceramente, não me importo se eu descobri que ela dá... quer dizer... o que importa é que eu sou grata por tê-la conhecido e por receber o sorriso sincero acompanhado de um carinhoso abraço toda vez que a vejo. Gostaria que ela soubesse o quanto teus abraços me fazem bem, e espero que, de alguma forma, eu possa retribuir tal benevolência. 

Pink - Divulgação Hoje eu pensei em escrever um texto para o meu blog, mas o assunto que eu gostaria de dialogar nestas linhas não co...

Pink - Divulgação
Hoje eu pensei em escrever um texto para o meu blog, mas o assunto que eu gostaria de dialogar nestas linhas não condiz mais com minha vivência. Estou em greve de silêncio com meu coração e eis a coisa mais estranha que já fiz. Ao invés de escrever sobre meus sentimentos, sentidos e silêncio, publico a canção que fez parte da minha semana e, de certa forma, faz parte da minha vida. Não é esta indireta alguma. Não há, também, neste texto, frases nas entrelinhas. Também não procuro colocar aqui uma mensagem verdadeira. É apenas uma canção... com uma letra que talvez meu coração cantasse, se eu ainda estivesse falando com ele :X


I let you see the parts of me
That weren't all that pretty
And with every touch
You fixed them

 

Um caso de amor jamais solucionado. Acho que isso resume o que sinto por ele. Tínhamos algo para nos odiar, mas, por alguma estranha razão i...


Um caso de amor jamais solucionado. Acho que isso resume o que sinto por ele. Tínhamos algo para nos odiar, mas, por alguma estranha razão incapaz da própria razão responder, nos tornamos grandes amigos, mas não sem antes experimentar o sabor de uma ligeira paixão. Nos beijamos por algumas vezes. E é estranho lembrar disso, nesse momento. Hoje em dia é tão fácil, para nós, dividirmos a mesma cama e o mesmo edredom sem que pensamentos ou vontade de ‘algo mais’ aconteça. É tão fácil olhar em seus lindos olhos azuis e dizer: eu amo você, de forma pura e simples, bela e completa, linda e encantadora.
Ele é meu anjo, o melhor amigo que meu coração escolheu, meu irmão, meu companheiro, meu cúmplice, meu grande amor. Confesso que se não fosse um pequeno grande obstáculo em nossas vidas, talvez eu realmente seria apaixonada por ele, pela pessoa que ele se deixa mostrar a mim, pelo coração límpido que ele oculta de todos, pela sua frágil e bondosa alma, pelo grande homem, herói e mocinho que ele é.
Já tive muitas provas da importância dele em minha vida e do quanto eu o amo, e o quanto ele me ama, também. Um último episódio, difícil de explicar, aconteceu em uma festa. Outra confissão, antes de continuar: sempre tive ciúmes da amizade dele com minha Lady. Ele a beijou. Assim como nos beijamos no começo de nossa amizade. Ele a beijou e eu senti um incontrolável ciúme. Não por ser ele meu ‘marido’, não por eu ter essa ‘paixão reprimida’, como disseram alguns, mas porque esse beijo que demos no início de tudo parece ter sido o ponto inicial da linda relação que temos.
Acho que o que de fato aconteceu, é que tive medo (e ainda tenho) de que o que ele sente por mim desapareça, evapore, acabe. Tenho medo de um dia perde-lo, de tudo o que há de belo entre nós deixe de existir.
Sei que ele, ao ler esse texto, vai rir e depois me dar uma leve bronca, mas depois ele vai me chamar para tomar Sinuelo em seu quarto, ou na sofisticada sala de estar. E ainda vai colocar How I meet Your Mother para assistirmos. E quando já estivermos cansados de beber e assistir, ele vai sugerir para andarmos na areia, molhando os pés na água do mar, em pleno inverno, sentindo o vento gelado e absorvendo a brisa praiana. E depois, quando voltarmos para casa e já estivermos de banho tomado, compraremos uma coca de três litros e beberemos toda enquanto entupimos a pipoca de sazón e rimos da expressão da atriz que acha o pardalzinho lindo.
Esse é meu marido, o homem da minha vida. Esse é meu melhor amigo, meu anjo e meu amor.



       Quantas vezes na vida temos que dizer adeus? Quantas lágrimas cairão de nossos olhos com as dores de um adeus? Não há remédio, não ...

       Quantas vezes na vida temos que dizer adeus? Quantas lágrimas cairão de nossos olhos com as dores de um adeus? Não há remédio, não há cura, apenas o buraco deixado e causado, feito cicatriz que nunca se fecha, feito a mancha de uma lágrima caída na página do livro mais romântico da prateleira, feito o desejo de rever, abraçar e beijar aqueles que se foram para nunca mais voltar. Quantos sonhos são destruídos com a falta de um adeus?

- Oi, por favor, pode me ajudar? Sabe como faço para chegar no Museu do Ipiranga?

- Claro, sei sim. Tem que pegar aquele ônibus ali. Também estou indo para lá.

       Foi assim que a conheci, naquele gelado, porém ensolarado domingo de agosto. A professora de informática, ruiva, olhos claros, jeitinho de menina do interior, sotaque mineiro e exalando carisma, estava animada para a tarde de shows com Maria Rita, Lenine e outros artistas. 
       Naquela tarde, em meio à multidão, nos perdemos. Encontreis os meus amigos e ela, os dela, e, durante o show, e também por semanas, não me lembrava mais da moça.
       Outro dia, estava eu procurando livros de Comunicação para os trabalhos da faculdade em um sebo no centro de São Paulo e, como de costume, me perdi por entre as páginas da história da literatura brasileira com os livros do Mestre Machado de Assis nas mãos, quando ouço, bem ao meu lado, uma não tão estranha voz:

- Gosta de MPB e frequenta sebos atrás de Machado de Assis. Já sei que você é uma boa pessoa!

       E assim nos reencontramos, e assim nos encantamos... pela grande amizade que nasceu...
      Hoje, lembrando de tudo o que aconteceu, vejo o quanto pouco aproveitei os momentos ao lado dela. Fui ausente, fui evasiva em muitas coisas, fui distante. Me lembro de uma vez, durante uma longa conversa que tivemos, em que ela me disse eu deveria aproveitar cada segundo ao lado das pessoas que amo, mesmo durante as brigas, pois um dia elas não estarão mais lá para rir ou brigar comigo e até disso eu irei sentir falta. 
Eu ainda não acordei, mas sei que, quando despertar e perceber que não teremos mais nossas risadas e brigas, vai doer, vai machucar, vai sangrar... e vai arder na alma o eco do silêncio de teus gracejos e eu vou procurar teus abraços e no largo episódio noturno vou abraçar o vento, o nada, o absurdo... e vai doer, vai machucar, vai sangrar... e então as lágrimas me dirão o que você sempre me disse: "guarde-a em seu coração, e então ela viverá para sempre". 

Eu lembro da moça bonita da praia de Boa Viagem. Na verdade não é da praia que eu a conheci. Nunca nem ao menos estivemos juntas no litoral....

Eu lembro da moça bonita da praia de Boa Viagem. Na verdade não é da praia que eu a conheci. Nunca nem ao menos estivemos juntas no litoral. Também nunca estive em Boa Viagem, mas lembro da moça da tarde de um domingo azul, e todos os outros dias da semana. Seus olhos não são azuis como a tarde de um domingo azul, mas verdes... verdes de esperança, verdes dos mais lindos verdes, da cor mais bonita, minha preferida, do tom ideal. A moça bonita da cidade, de olhos verdes, de coração amável, é minha querida e inesquecível amiga: minha belle de jour. 

Ela era a melhor companhia de todas as tardes, minha riqueza de alegria e felicidade, meu pote de ouro. Não tenho mais tua doce companhia vespertina, nem almoçamos mais juntas. Há muito não dividimos uma cerveja ou algumas garrafas de coca, nem uma porção de petit gateau. E sinto falta disso.

Não temos muito em comum, mas é incrível o quanto nos damos bem. Às vezes passávamos a tarde inteira rindo de nossas próprias bobagens. Outras vezes o nível de alegria era tão alto que confundia pessoal e profissional (nas redes sociais). E isso era assunto para o restante da semana (e da vida!).


Minha Belle de Jour está sempre em meu coração. Às vezes acontece de ficarmos estressadas num mesmo período e então trocamos chutes, pontapés, socos, brigas com hashi de dinossauro e tentamos jogar uma a outra escada abaixo, mas nada que não nos seja saudável! Rsrs. Eu adoro essa garota e espero, torço, oro e farei sempre o possível para mantê-la eternamente ao meu lado. Eis o castigo por ser tão especial...

Quero outra vez aquele beijo. Aquele dado e moldado, teus lábios nos meus, teus cachos caídos, cobrindo qualquer espaço. Quero outra vez...


Quero outra vez aquele beijo. Aquele dado e moldado, teus lábios nos meus, teus cachos caídos, cobrindo qualquer espaço. Quero outra vez aquela boca, aquele desejo rasgado na nuca, aquela leve tira da blusa, a brisa de uma noite de amor. Quero novamente segurar seu rosto, sentir seu cheiro, apreciar seu gosto!


*Publicado originalmente em Bruush, 17/05/2011

       E aqui estou... em poucas horas completo mais um ano de vida...          Há 23 anos, exatamente no dia 13 de julho de 1990, às 2...

     
 E aqui estou... em poucas horas completo mais um ano de vida...

         Há 23 anos, exatamente no dia 13 de julho de 1990, às 22h20 de uma sexta-feira (sim, sexta-feira 13), Dia Mundial do Rock, eu estava nascendo. E a 'culpada' de tudo isso foi uma heroína que trabalhou até o dia anterior ao meu nascimento. A heroína que caminhou tranquilamente até a maternidade, com a bolsa já estourada, mas despreocupada, pois tinha certeza de que daria tudo certo, com a graça de Deus. E como sempre, ela tinha razão.
          1991: aprendendo a falar. Não conhecia minha mãe, mas era mimada por meus avós, tios e primos. Eu calçava um chinelo rosa miúdo, sem graça. Ainda guardam a lembrança dessa época: o velho chinelo.
          1992: eu estava deixando minha avó. Ou melhor dizendo, ela nos deixava. Eu era pequena demais para entender o que aquele adeus significava, mas hoje compreendo, em grande escala, tudo o que ela representou para mim.
          1994: meu avô nos disse adeus. Pouco me lembro dele, mas guardo muito bem sua imagem sentado na velha cadeira de vime, observando meus primos e eu brincando no quintal. Seus olhos rasos d'água, emocionado por poder ver, ao final da sua vida, frutos de tanto amor.
***
          Essa é a pessoa que eu sou: vivo de lembranças, de tradições, de experiências que vivi e que eu deveria ter vivido não fossem as escolhas que fiz. Essa é a pessoa que cresci: baseada num passado distante que surge à minha mente de forma vaga, feito uma sombra... Sombra.... Sombras. Sombras que me perseguem durante as noites de insônia, sombras que escurecem meu caminho. Me perco nas poucas lembranças e já não sei mais quem eu sou. Crise de adolescente? Já passei da idade. Crise de meia idade? Ainda não cheguei lá.

          Em poucas horas completo mais um ano de vida. Sei onde estou e ainda não sei quem eu sou. E, penso eu, jamais saberei...

Sesc Paulista - Agosto de 2013             Fotografia: Bruna Sousa Hoje eu tive um sonho bom. Daqueles que a gente antes sonha...

Sesc Paulista - Agosto de 2013
            Fotografia: Bruna Sousa

Hoje eu tive um sonho bom. Daqueles que a gente antes sonhava um dia tornar real. Daqueles que a gente acordava feliz por saber o que é amar. Hoje eu sonhei com você. Sonhei que fazíamos planos. Sonhei que éramos tão bons quanto costumávamos ser. Para dizer bem a verdade, não apenas hoje, mas tenho sonhado muito assim. O ruim de sonhar com você é que acordo e percebo que não é mais real. E nem ao menos sei se algum dia foi...
Quando sonhos bons se transformam em pesadelos e as cenas obscuras tornam nebulosos os meus dias, fatalmente me enterro em suspiros. Suspiros pesados e doídos. Quais os tipos de suspiros você solta? Qual é o momento de instantes atrás: um ‘ai ai...’ de satisfação ou de dor? E de agora? Eu gostava de te ouvir suspirar e, volta e meia, ao teu lado soltava eu um suspiro de amor...
Eu sei que ainda existe em você um pouco de ‘nós’. Eu sei que ainda existe em mim muito de você. Não sou capaz de resgatar esse pouco que há em você, nem tampouco consigo aliviar esse muito em mim. É meu carma, minha história, meu maior, mas... reparou que está faltando algo importante em minha vida? É você. Somente você e seu mal humor. Você e sua vontade de me irritar. Você e seu jeito único de fazer as coisas certas. Você e sua preguiça. Você e sua forte mania de por tudo reclamar. Você...
Mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tantas lágrimas, ainda há um sorriso sincero ao olhar para aquele momento e aquela paisagem. Evitei, por muito tempo, passar por ali, mas quando voltei, ao mesmo tempo em que senti a dor de te perder, senti também a maravilhosa felicidade por ter te conhecido. E hoje eu sei que as coisas jamais voltarão a ser como eram antes, então, toda vez que me lembro disso, eu fecho os olhos e adormeço para, enfim, sonhar com você e nossos planos irreais...
... das bizarrices humanas, te amar ocupa o topo da lista.