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Não havia dúvidas de que seu castelo estava sendo construído com o mesmo entusiasmo que as torres mais altas do mundo globalizado e inescr...

Não havia dúvidas de que seu castelo estava sendo construído com o mesmo entusiasmo que as torres mais altas do mundo globalizado e inescrupuloso.
Tudo o que queria era poder e poder.
Seu egoísmo estava lhe afastando da humanidade, causando-lhe uma dor que desconhecia, mas nessa dor preferia viver, se fosse com poder.

Não tinha muitos amigos. Pelo menos nenhum que pudesse realmente confiar.
Vivia à sombra de um egoísmo sem tamanho fecundado por uma família fria e sem moral. Não era de grandes posses, mas extremamente orgulhosa.
Seu nome foi a combinação do proibido e do agrado. Seus olhos eram abismos mares escuros e sombrios.
A primeira vez que seu rosto pôde ter a sensação do sorriso, seus olhos se iluminaram como o céu após a mais forte tempestade de verão.

Era o encontro dos teus olhos e meus.
Nasceu assim o mais lindo amor. Amor separado pela cobiça e poder.
Dois mundos, dois amantes. Um amor recluso.
Vivi fortes ventanias, tempestuosas manias, ultrapassei limites e lutei por um amor proibido.

Cargas de insônia em um só sentimento, objeto transplantado para o infinito mais lindo. Ouvi as tuas palavras, outras promessas de amor. Teus lábios compreendendo as intenções dos meus. E quando meu corpo se encontrava sem o teu por perto, a mais brava luta se travava contra a distância. E o tempo mostrou-se presente, quando feriu este frágil, porém inerente coração.

Ela se foi sem a pretensão de voltar.

Seu coração às vezes clama alto pelo meu. Tento responder, mas a distância não me permite aproximar-te ao teu.

Era apenas mais um papo à toa. E tudo saiu conforme o inesperado. Misturei muitas dores a alguns romances. Abracei o vento, beijei o...

Era apenas mais um papo à toa. E tudo saiu conforme o inesperado.

Misturei muitas dores a alguns romances. Abracei o vento, beijei o luar.

Me apaixonei por você.

A paixão foi crescendo e uma profunda dor tomou conta de meu peito, quando seu amor tornou-se de outra.

Meu coração havia sido arrancado. Justo eu, que nunca acreditei poder sentir um amor tão forte assim. Justo eu que, quando me apaixonei, desejava intensamente em ser correspondida.

Amor é o que sinto. E, por mais que deseje ficar com a outra, nunca deixarei de te amar.

Muitas vezes, como agora, desejo pular teu portão , subir pela janela do teu quarto e então dizer que amo, incondicionalmente, você.

Não vou te pedir para ser meu. Não quero que diga que sente algo por mim, nem ao menos saudade.

Só me prometa que jamais esquecerá que esse amor, que habita meu incontrolável coração, é sincero e todo teu.

Prometa que nunca duvidará do que sinto e prezo por ti. Prometa que sempre lembrará que amo você!

Universo Paulistano - Volume 3 - Contos e crônicas de uma cidade que nunca dorme, escrito por autores em início de carreira, s...








Universo Paulistano - Volume 3 - Contos e crônicas de uma cidade que nunca dorme,
escrito por autores em início de carreira, será lançado em agosto

Em sua história, São Paulo já foi tema de numerosas manifestações artísticas e culturais dos mais diferentes tipos. Desta vez, o amor pela cidade será declarado em forma de livro: a Andross Editora oferece o terceiro e último volume da antologia Universo Paulistano - Contos e crônicas de uma cidade que nunca dorme.

Como o próprio nome denuncia, os autores – em sua maioria novatos – puderam exercitar sua visão da metrópole por meio de diferentes gêneros literários. A antologia é organizada pelo escritor Chico Anes.

Por sua diversidade de visões e estilos, a publicação oferece uma rara visão desta cidade que não dorme e que é muito maior do que a esquina das avenidas São João e Ipiranga.

O livro é composto por dez contos e crônicas e será lançado no próximo dia 06 de agosto, quando a Andross Editora completará sete anos.

A casa editorial é especializada na publicação de coletâneas de novos escritores. Surgiu em 2004, dentro dos corredores da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, como uma necessidade de publicar textos dos alunos do curso de Letras. A experiência deu tão certo que logo atravessou os muros da instituição e passou a publicar textos de outros escritores que não acadêmicos da universidade. De lá para cá, publicou sessenta livros, com mais de mil autores de todos os estados brasileiros e de vários países de todos os continentes. 

Além do Universo Paulistano - Contos e crônicas de uma cidade que nunca dorme - Volume III, outros quatro livros serão lançados no evento. São eles:

·                    Histórias Envenenadas - Contos de Fadas de Terror,
·                    Moedas para o Barqueiro - Contos sobre a Morte - Volume II
·                    Próxima Estação - Contos de trem, metrô e outros transportes urbanos.
·                    Elas Escrevem - Contos e Crônicas - Volume II

No evento, o público poderá adquirir outros títulos da editora ao preço promocional de aniversário de R$ 4,90.

SERVIÇO
Lançamento do livro Universo Paulistano - Contos e crônicas de uma cidade que nunca dorme - Volume III e aniversário da Andross Editora (Entrada grátis)
Data: 06/08/2011, das 15h às 20h
Local: China Trade Center- Rua Pamplona, 518, São Paulo, SP (Próximo à estação Trianon Masp do metrô)

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Cesar Mancini - (11) 6731-6191 - (11) 8217-6191
cesar@andross.com.br 

Quando uma pessoa entra em sua vida e lhe deixa marcas, não significa que estas devam ser negativas, sempre. As cenas mais memoráveis, ge...

Quando uma pessoa entra em sua vida e lhe deixa marcas, não significa que estas devam ser negativas, sempre. As cenas mais memoráveis, geralmente são as mais simples, como receber um lindo sorriso de alguém na multidão, ser recebido com um abraço confortável, atender aquela ligação importante, caminhar na praia à noite com a pessoa amada ou, mesmo com os adventos da internet, ler uma linda carta de amor. Não se pede nada por esses gestos, mas de muito valem.
Feriado na praia. Um passeio pela cidade à noite, para encontrar os velhos amigos. O caminho é longo, mas para observar as lindas luzes da cidade o esforço é válido. As pessoas estão felizes, pela calçada. Duas garotas caminham com uma direção traçada. Um carro desconhecido para diante delas. Dois rapazes. Bem apessoados. Aceitar a carona? Correr riscos? Resposta automática das garotas foi negativa. Eles não insistiram. Mas então houve, naquele momento, algo muito forte entre uma das garotas e o passageiro do carro. Como explicar? Essa troca de olhares, esses sorrisos tímidos e autênticos, as faces avermelhadas e o desejo de encostar lábios nos lábios.
Aos dois amigos de ambos, que assistiam a tudo, a surpresa foi tamanha. Ele por nunca ter visto seu amigo tão tímido. Ela por nunca ter visto sua amiga se entregar tanto em um sorriso. Realidade? Ficção? Desejo, paixão!

Vale a pena arriscar a pergunta pela última vez?
' - Eu insisto, aceite minha carona?'
' - Se realmente for o seu caminho, aceito sim.'

Parecia tão simples, mas todos ficaram encabulados. Já estavam dentro do carro, haviam se apresentado e ainda longe do destino final.
Música!
Música sempre relaxa, acalma e sabe quebrar um gelo melhor que qualquer coisa. Seria coincidência? Uma das músicas preferidas da garota foi justamente a que o rapaz escolheu para embalar o início da noite.
"Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem.

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços"

Por um breve momento de eternidade, novamente os olhares dos jovens amantes se cruzaram. Ele cantava, lentamente, apenas com os lábios, sem deixar escapar som algum, a canção para ela. O encanto aumentou. Ela sentiu cada palavra pulsar no coração. Respiração acelerada. As luzes da cidade ficaram ainda mais bonitas. Carros passavam, pessoas na rua olhavam, os amigos se entreolhavam, procurando entender. Outra canção. Coincidência: ela também gosta. Ele então começa a sussurrar palavras bonitas, citando o luar como ótimo cenário de amor...

Mais uma amiga entra no carro. O repertório muda. Fireworks, da diva Katy Perry, começa a tocar. O veículo aumenta a velocidade, chega a igualar as batidas daqueles inocentes corações, recém-apaixonados. Cantando alto, para as pessoas da rua, os cinco jovens se empolgam, a música aumenta a batida, o carro acelera, as pessoas na rua correspondem e cantam juntos... adrenalina naqueles corpos cheios de amor!

Hora da despedida. O caminho longo de repente tornou-se curto. Telefones trocados, olhares apaixonados, timidez corando as faces e a vontade de encostar lábios nos lábios. Ele entrou novamente no carro e pegou a estrada de volta, pensando naqueles olhos castanhos. Ela continuou seu caminho, sem nem olhar para trás, mas com a certeza de que jamais o esqueceria. Ele encontrou os amigos e se divertiu como nunca havia se divertido antes. Ela encontrou os seus também, dançou, cantou, bebeu e beijou.

Ele me ligou, mas nunca mais nos vimos.
Eu sinto vontade de reencontrá-lo, mas às vezes esqueço seu nome...

Sempre tive enorme fascínio pela figura Criança. Um de meus sonhos é poder gerar criatura tão abençoada e divina. Criança é o futuro da...


Sempre tive enorme fascínio pela figura Criança. Um de meus sonhos é poder gerar criatura tão abençoada e divina. Criança é o futuro da nação, é a íris dos olhos do mundo, o sorriso mais bonito que se pode ver. Criança é a benção do Céu sobre a Terra, é o orgulho.
Há alguns meses me alegrei com a chegada da caçula Luiza em nossa família. Devido à distância, demorei semanas para, enfim, conhecê-la e poder segurá-la no colo. Emocionei-me de uma forma que jamais poderei explicar. Eu estava segurando um anjo. O mais lindo anjo que já conheci. Pele macia, olhar profundo, sorriso inocente, gestos gratificantes. Uma vida. Um pequeno Ser. Um mundo.
Hoje foi a vez de o pequeno Heitor presentear o mundo com sua chegada. Ainda não tive oportunidade de vê-lo de perto, nem tampouco segurar-lhe em meus braços, só o vi por foto. Mas só de olhar para aquele rostinho lindo, recém-construído, sinto-me igualmente emocionada. A natureza mostrando seu poder, sua beleza, sua majestade!
Não entendo tantos casos por aí de crianças abandonadas, sofrendo nas mãos dos pais, sofrendo com a vida, aprendendo desde cedo a serem adultas, responsáveis, sustentando a família, trabalhando ilegalmente, injustamente. Esses pais sem coração, esses homens de má intenção nunca foram crianças? Não gostavam de brincar de castelinho de areia na praia, ou aquele futebol na rua, a pipa, o peão, a casinha de boneca, os carrinhos, os desenhos animados? Nunca tiveram aquele momento de rabiscar uma folha e tê-la como uma verdadeira obra de arte pela mãe? Por onde andaram na infância? Sofreram, também? Então, porque a vingança com outras tantas crianças inocentes? Vamos salvar nossas crianças. Se não for pelo futuro, que seja pelo nosso passado!

Apenas uma mensagem de texto. O tempo parece não querer passar. E esta costuma ser minha aula preferida. À frente a professora explica ...

Apenas uma mensagem de texto.

O tempo parece não querer passar. E esta costuma ser minha aula preferida. À frente a professora explica os conceitos de arte. Ao meu lado a amiga bate insistentemente o pé no chão, com o salto da botina de couro. Outro colega folheia rapidamente seu caderno. Alguém brinca com a caneta. Barulho irritante. Um celular toca. Droga, não é o meu! Normalmente, nessa situação, estaria em um momento ‘MSN de papel’, jorrando veneno e dividindo comentários com minha amiga, sobre esses cretinos colegas aos quais admiro cada dia mais. Contradição real. Mas hoje não. Sem veneno, sem comentários. Não quero aula, nem arte.

Essa orquestra de tiques nervoso individuais me irrita. Não consigo me concentrar.só penso na mensagem, que nunca chega. Um celular toca. Desperta os dorminhocos, irrita a professora, me enche de esperança. Música errada, não é o meu. Até que ponto é verdade? Quando é somente fantasia? CONFUSÃO: palavra-chave para mim, para você, para... todos nós!

Pausa. Momento de dedicar alguns minutos de concentração na aula. Barroco, naturalismo, forma, conteúdo, experiências, sensações... viajando nesse contexto histórico. Estou ao lado de Napoleão Bonaparte. Meu cavalo é preto, feroz. Contrasta com o cavalo branco de Napoleão. Cavalgamos até encontrar Pedro Américo. Paramos no Parque da Independência e do outro lado estava o Príncipe Regente.

ARTE MODERNA. Droga, a professora quebrou o clima. Precisava viajar tanto assim no tempo? Subjetividades, indagações, curiosidades. Volto a viajar. Dessa vez para a Europa e seus ismos. Um pouco de história. O surgimento da fotografia. Representação da realidade. Mas que realidade é esta? A mensagem não veio. Confusão. Ansiedade. Continuarei à espera!

Imagem Google Amor é uma palavra de tão fácil pronúncia e tão complicado sentimento. Nunca imaginei que senti-lo seria tão prazeroso e ...

Imagem Google
Amor é uma palavra de tão fácil pronúncia e tão complicado sentimento. Nunca imaginei que senti-lo seria tão prazeroso e doloroso ao mesmo tempo. Se um homem não puder amar uma mulher, não sei que poderá ser desse ser. Nada seria talvez.


Amei. E muito. Um amor assim sem explicação, de total compreensão. Eu amei muito. E continuo amando.

São contradições precisas, certas e completas.

Sempre que ouço aquelas canções, sempre que vejo uma linda rosa ou ouço o barulho do mar, lembro-me de você. E por frações de segundos é como se eu não tivesse mais nada para pensar, só você. Somente você!

Eu te amo há muito tempo. Eu te amo desde a primeira vez que falei com você e não sabia. Eu te amo e para sempre vou te amar.

Foi como a brisa que passou em minha vida, aquela bela tarde de domingo. Já faz tanto tempo, mas ainda posso me lembrar. Meados de setembro. Primavera. Me lembro sobre basicamente tudo o que conversamos. Música, cinema, literatura... Eu não precisei criar personagem para impressionar, bastava ser eu mesma para me sentir totalmente à vontade com você. Senti o mesmo da tua parte

E os dias foram passando. A primavera atravessou as cores o verão chegou. Todos os dias, porém, precisava falar com você. Tive meu amor de verão, mas tudo me levava a você. O escaldante sol resolveu nos deixar e verão deu espaço ao friozinho de inverno. Entre chocolates quentes e uma coberta eu passava meu tempo pensando em ti. Volta e meia nos encontrávamos por aquela janelinha. Bom tempo. Queria eu que ele não passasse jamais. Continuasse estático, mas que eu pudesse aproveitar cada segundo ao teu lado. Um ano e tudo ainda mais intenso. Já não havia mais dúvidas. Descobri que não se tratava de uma simples paixão. Era amor. O mais puro amor.

Se me perguntarem, algum dia, porque me apaixonei por você, não saberei responder. Talvez eu pudesse dizer que foi por essa sua peculiaridade, essa coisa única de encantar só por existir. Se me pedirem para lhe descrever, direi para fechar os olhos, sentir a brisa de uma noite de outono na praia, lembrar de todas as melhores cenas de sua memória e, por fim, comtemplar a mais bela lua que já pudera ter o prazer em ver.

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Não é difícil andar pelas ruas da cidade de São Paulo, ou qualquer outra cidade desse vasto país de imperfeições e rico em cenas de um cotidiano fatídico, sem se deparar com alguma surpresa no caminho. Pode ser desde aquele pombo defecando justo em teu ombro, em plena Praça da Liberdade, ou uma brusca freada na Rua Vergueiro, até uma forte campanha de marketing para promover certos serviços e produtos ou um carro estacionado em local inusitado.
Na companhia de amigos da faculdade, futuros jornalistas do país, estive na Av. Paulista para visitar uma exposição de arte, no Espaço Cultural CITI, nesta segunda-feira, 21 de fevereiro. Parados na calçada, em frente à entrada, presenciamos um carro em lugar indevido. O taxista, na certa, acreditou ser aquela uma rampa que o levaria ao estacionamento subterrâneo. Redondamente enganado, enguiçou na escadaria do Espaço Cultural.

Curiosos cercaram a calçada, tiraram fotos, riam, comentavam que poderia ser fulado, ou beltrano. Numa frustrada tentativa, o motorista, já irritado, resolve esperar por auxílio. Os seguranças que tentavam empurrar, desistiram e aguardaram a chegada dos bombeiros.
Visitamos a exposição, que aliás, recomento, do artista plástico paulistano Neto Sansone, em homenagem ao mês das mulheres,  Divas – Jogo de armar, jogo de amar. Sob a curadoria de Jacob Klintowitz, o artista retrata as emoções femininas em referência à inesquecíveis personagens da ficção e da história.
Após algum tempo analisando as obras e compartilhando comentários com meus colegas, voltei para o local da cena do pequeno incidente com o carro. E lá estavam o carro, a escada, o taxista, os bombeiros, a faixa de isolamento e os curiosos. Inclusive eu.


Vê aquele lago? Sua simetria é tão leve, águas claras Não vejo profundeza, ou mistério, ou escuridão. Você vê? Não vejo tristeza, melanc...

Vê aquele lago?
Sua simetria é tão leve, águas claras
Não vejo profundeza, ou mistério, ou escuridão.
Você vê?
Não vejo tristeza, melancolia, ódio ou compaixão
É apenas um lago, com suas claras águas,
Fonte de inspiração à jovens escritores.

Outro dia eu estava observando este lago
E um romântico escritor apareceu.
Sentou-se ao meu lado e começou a escrever:
"Doce visão de um amargo lago,
Crava uma ferida enorme, tal sua profundidade,
Poço obscuro da minha solidão,
Guarda o mais triste dos amores.”

Em seu rosto, lágrimas caíam
Enquanto seus olhos fixavam os cisnes amantes.
Não vejo tais coisas, neste simples lago.
Observei atentamente, e nada.

Num segundo dia, observando o lago,
Um velho músico apareceu.
Compôs uma melodia e passou a cantar:
Veja o lago, veja o lago
O lago dos cisnes, o lago dos amores.
Veja o lago e seu estrago
O lago que destruiu meu coração.”

Ali largou seu violão, e nunca mais voltou
Qual o segredo deste lago dos cisnes?
Eu não vejo, você vê?
Observei atentamente, e nada.

E então, vislumbrando este estranho lago,
Ela, cuja beleza não sou capaz de descrever, apareceu.
Sentou-se junto a mim, e em silêncio ficou.
Não escreveu versos de amor, nem compôs triste canção.
Apenas, como eu, observou.
Este lago é como o amor:
Só percebe sua profundeza, quem o sente.

Vê aquele lago?
Sua simetria é tão profunda, obscura.
Um amor impossível, enfeitiçado, na figura de um cisne.
Você vê?
Eu a amei, e ela se foi.
Lago misterioso, como este amor que senti
Amor que sempre sentirei.

Veja o lago e seu estrago:
Guarda o mais triste dos amores

... Foi então que ela me disse algo que, na época, nada me fez sentir. Mas hoje, lembrando tudo que me passou, vejo o quanto aquela garo...

...


Foi então que ela me disse algo que, na época, nada me fez sentir.
Mas hoje, lembrando tudo que me passou, vejo o quanto aquela garota inconsequente tinha para me ensinar. Depois de tudo o que vivemos, foi bom poder respirar esse aroma de 'sou feliz porque tenho alguém para amar'. É claro que ela se referia apenas à nossa amizade, mas eu via mais além. E estava enganada. Ela se foi. E com ela, boa parte do meu coração. As coisas, tempos depois, voltaram aos eixos. Eu chorei, mas lembrei-me de sorrir à uma bela flor. E que flor. A mais encantadora do jardim. Foi um sonho bom. É uma pena não ser real. Me lembrei do que disse minha amiga, anos antes:

"(...) Amor é você estar séculos longe de alguém, mas pensar nela todo dia... e amar uma pessoa e viver com outra não faz de você mesmo infeliz, porque sabe que a outra pessoa está feliz e isso basta, quer dizer.. nem tanto... mas te deixa bem em saber que a outra pessoa está bem. Mesmo que não seja com você.. embora você morra de ciúmes e pense nela todo dia... e no fim de tudo, você sempre acredita que essa história ainda não acabou e que um dia... quem sabe um dia..."

E assim a mais fria dos Seres, me descreveu o amor.
Amor.
Este mesmo.
É o mesmo amor que sinto por ti. Com a diferença de certas coisas que, ao contrário do descrito, não me deixam bem. Acho que sou egoísta.


Mas um dia... quem sabe um dia...!

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