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Narrado pelo protagonista Bentinho, Dom Casmurro, como era chamado pelos vizinhos, é um romance do conceituado escritor brasileiro Macha...


Narrado pelo protagonista Bentinho, Dom Casmurro, como era chamado pelos vizinhos, é um romance do conceituado escritor brasileiro Machado de Assis, cofundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Dom Casmurro é um dos clássicos obrigatórios da literatura nacional, sendo citado em vestibulares e trabalhos acadêmicos.

Bentinho, desde a infância, é apaixonado pela sua amiga Capitu, com os 'olhos de cigana oblíqua e dissimulada'. Por conta de uma promessa feita por sua mãe, Bentinho é destinado ao seminário para ordenar-se padre. Após engenhosa escapada sem quebrar a promessa da mãe, Bentinho se casa com sua amiga de infância. Mas seria esse um casamento feliz? Bentinho nos envolve numa dúvida eterna: Teria Capitu lhe traído com seu melhor amigo Escobar ou tudo não passou de imaginações por seus ciúmes exagerados?

Se a traição foi verdadeira ou não, nada impede à obra de engrandecer-se por tantos anos pela impecável narrativa. Este é um romance em que o leitor pouco se importa em saber o final, ele está mais interessado em entender o desenrolar da história e assim o faz como personagem do enredo. E se o leitor se apresenta como personagem, com sentimentos, aflições, dúvidas, deve-se ao excelente trabalho exercido pelo mestre Machado de Assis, que escreveu uma verdadeira obra acerca de problemas sociais e familiares sem data de validade.

Encante-se, mergulhe nessa história, seja parte do enredo e tire suas próprias conclusões sobre esse enigmático narrador-personagem.

Acesse o Domínio Público e adquira essa importante obra literária.
Página do livro no Skoob

Ei, escuta essa mensagem que eu te mando. Não quero dizer o ‘eu te amo’... mas é importante que escute... Só pra avisar que está chovend...

Ei, escuta essa mensagem que eu te mando.
Não quero dizer o ‘eu te amo’... mas é importante que escute...
Só pra avisar que está chovendo, mas acho que você já percebeu.
Só pra avisar que o cheiro da chuva é bom. E tudo de bom me lembra você.

É só um jogo, um jogo, um jogo...
Está feito e desfeito, caminho incerto.
Vem brincar comigo. Não há mentiras nem conspirações.
Vem ser meu amigo que te ensino as canções.
Vamos dançar na chuva

Imagem: Divulgação 1962: acidente de carro pouco antes do Natal, em uma estrada de Bannesville, Geórgia. Jeanette Clark, L. Hancok e W...

Imagem: Divulgação

1962: acidente de carro pouco antes do Natal, em uma estrada de Bannesville, Geórgia. Jeanette Clark, L. Hancok e Wayne Clark morreram na hora. Os outros dois passageiros, Jewey Emerson e Ed Shockley sobrevivveram com ferimentos graves.

Wayne Cochran, cantor soul que fazia sucesso com sua banda C.C. Riders, trabalhava em uma música nova sobre os perigos daquela estrada, quando soube do acidente. Jeanette Clark era cunhada do baterista da banda e Cochran dedicou a canção à ela. (ouça a canção original)

Há muitas versões para a verdadeira história dessa música, inclusive que ela foi escrita um ano antes do acidente, mas esta sobre a dedicatória à Jeanette é a mais pertinente. J. Frank Wilson & The Cavaliers regravou algum tempo depois e, finalmente, em 1999, Pearl Jam lançou-a como single, obtendo notório sucesso.

Meu primeiro contato com a música foi em 2002, durante a aula de inglês 'traduza a canção x...". Era a versão single do Pearl Jam e, desde então, entrou na lista das minhas canções favoritas. Seis anos depois, o usuário do Youtube Gustavo Lui editou um vídeo com cenas do último capítulo da terceira temporada de The OC, em que a personagem Marissa Cooper morre durante acidente de carro, com a canção regravada por Pearl Jam como tema. (assista o vídeo).

Em setembro de 2005, um casal e a filha adolescente viajavam pela Imigrantes, após um fim de semana no litoral paulista. A filha ouvia Pearl Jam em seu MP3 e, segundos depois de terminada a canção Last Kiss, um caminhão pequeno tentou ultrapassagem arriscada e provocou um acidente. Anna acordou com o barulho das sirenes, minutos depois. Sua mãe havia morrido.

"So I can see my baby when I leave this world", dizia a Anna, desde então.

Last Kiss - Pearl Jam

Houve um tempo, não muito distante, em que minha maior preocupação era saber se meu castelinho de areia na praia seria com duas ou trê...



Houve um tempo, não muito distante, em que minha maior preocupação era saber se meu castelinho de areia na praia seria com duas ou três torres. Feliz era o dia em que a gigantesca construção efêmera tinha mais de cinco pontas. Mas seria rodeado por um fosso ou melhor deixar o caminho livre? Construir mais perto da água, onde a areia era duramente adequada para a edificação ou mais para perto dos quiosques?

E então meu fim de tarde era glorioso com o mais belo castelo que eu poderia construir... até que o dia seguinte chegasse e eu pudesse levantar novas torres. Como uma criança, que eu era, comemorava meu feito, porém o momento mais importante do dia não era ver o trabalho de uma tarde inteira pronto, mas sim as pequenas amostras do gigantesco Oceano Atlântico invadindo meu espaço e derrubando, sem piedade, cada centímetro quadrado do meu ardiloso trabalho. Ah, sim! Isso me fascinava.

Não consigo me lembrar qual foi meu último castelo de areia. Não sei dizer se esperei o tempo suficiente para assistir as pequenas ondas da beira da praia cercarem minhas torres pelo fosso até derrubar completamente aquela arte infantil. Talvez eu devesse ter esperado... esperado para contemplar a beleza da destruição de uma brincadeira, ainda na inocência, sem saber que em breve, aos poucos, aquela mesma pequena onda cercaria as torres que construí em minha vida até derrubar-me.

E então, quando isso aconteceu, eu retornei à memória aquelas cenas da infância. Eu gostava de ver as torres se desmanchando na água porque isso me daria um significado para continuar no dia seguinte. Eu queria o desafio. E o desafio era superar os problemas. E então, quando isso aconteceu, eu assisti o meu castelo desabar, enquanto esperava o dia seguinte para começar tudo outra vez. O dia seguinte já chegou e eu retomarei a obra, consciente de que, se desabar novamente, eu estarei lá para levantar novas torres.

Sinto seu cheiro. Seu maldito cheiro impregnado em mim. Tirei os lençóis, joguei fora fronhas e travesseiros, troquei todos os perfum...

Untitled | Flickr - Photo Sharing!
Sinto seu cheiro. Seu maldito cheiro impregnado em mim. Tirei os lençóis, joguei fora fronhas e travesseiros, troquei todos os perfumes, colônias e desodorantes... até o sabão da roupa e o amaciante, mas seu cheiro está impregnado em mim. Da mesma forma como você, em meu coração.

Maldito cheiro!
Continua aqui, forte, intenso, mantendo viva a sua lembrança em todo o ambiente. E mesmo no parque, e mesmo no cinema, e mesmo no bar, e mesmo no trabalho, eu só sinto você, teu cheiro, teu sabor, teu calor...

Eu tenho medo do escuro, do ar, do absurdo. Eu tenho medo do vento, do tempo, um tormento. Eu tenho medo do insano, do canto, do des...


Eu tenho medo do escuro, do ar, do absurdo.
Eu tenho medo do vento, do tempo, um tormento.
Eu tenho medo do insano, do canto, do desengano.
Eu tenho medo da vida, da ida, partida e despedida.
Eu tenho medo do medo, e esse medo...
que medo me dá de perder esse medo que há!

*Com Renata (Ingrata) Brazil

Estação Brás da CPTM - Fotografia: Bruna Sousa As nossas vidas são como estações de trem: as pessoas entram, saem, algumas voltam, out...

Estação Brás da CPTM - Fotografia: Bruna Sousa

As nossas vidas são como estações de trem: as pessoas entram, saem, algumas voltam, outras nunca mais aparecem, às vezes é movimentado, às vezes permanece calmo e o mundo continua a girar. Foi numa manhã qualquer que a estação da minha vida recebeu uma visita que não sei se algum dia voltará, mas que, com toda a certeza, foi das mais lindas que já passou por aqui.

Eu estaria mentindo se dissesse que lembro de quando nos conhecemos. Não lembro. Só sei que nos víamos todos os dias, naquela sala de aula. Também não me lembro quando foi que tivemos o primeiro contato, que trocamos as primeiras palavras, mas eu sabia o seu nome e você, o meu. De repente estávamos numa mesma turma de passeio, numa mesma mesa de bar, nas mesmas fotografias, num mesmo grupo de amigo secreto. E secretas ficaram as confidências que fomos trocando, conforme nossa amizade ia tomando forma.

De repente estávamos fazendo todos os trabalhos juntos. E tirando nota máxima em tudo. Estávamos trocando e-mails todos os dias. Sabíamos dos nossos passos, novos romances, novas amizades. De repente estávamos passeando pelo Bixiga, visitando cantinas italianas, tirando fotos históricas, criando nossas próprias lendas, fugindo no paparazzi enquanto dávamos uns ‘pegas’ de mentirinha no estacionamento da faculdade. De repente eu estava te chamando de Bichim de Pelúcia e você me chamava de Brush (praticamente foi você quem me apelidou assim).

De repente essa manhã linda na estação de trem da minha vida foi chegando ao fim. O entardecer veio trazer o distanciamento e então você anunciou a hora da partida. Você estava desistindo. Nunca te perdoei por isso. Meu cronista super herói, que passa longe de ser um escritor frustrado, humorista sem graça e amigo ausente, não poderia desistir jamais. E eu chorei feito criança com a sua última crônica. Uma despedida ingrata. De repente as lágrimas trouxeram o anoitecer.

De repente, na escuridão, já não te enxergava mais. E as portas do trem estavam se fechando. Não havia mais trabalhos, nem troca de e-mails, nem passeios ou cantinas italianas ou fotografias, nem lendas, nem estacionamento. De repente meu Bixim de Pelúcia, o amigo que mais amei em toda a minha vida, seguiu para a próxima estação. E, sufocada, sinto a sua falta... como quem sente falta do ar, como quem tem sede, como quem tem fome, como quem tem nas costas o peso do mundo. Eu ainda estou na mesma plataforma, observando todos os passantes, na esperança de que, talvez um dia, o amigo cronista chato mais legal que já tive passe para me dar um ‘oi’.

Imagem: Facebook Você perguntou como anda a minha vida e eu, tentando demonstrar frieza, respondi com pouco caso: caminhando. Eu esper...

Imagem: Facebook

Você perguntou como anda a minha vida e eu, tentando demonstrar frieza, respondi com pouco caso: caminhando. Eu esperava que você pudesse perguntar se bem ou mal, se para frente ou para trás, se feliz ou triste, mas ouvi apenas um ‘que bom’.

Eu quero que você saiba como caminha a minha vida, de forma clara: ando me reinventando, me revestindo em novos planos. E não é porque temos um novo ano e todas aquelas bobagens de esperanças renovadas que as pessoas sempre insistem ano após ano... é porque agora eu compreendo melhor as coisas.

Tudo deu errado nos últimos anos: perdi meu emprego, minha casa, meus amigos, minha vida social, minha vontade de viver e, principalmente... enfim. E eu achei que havia uma certa conspiração mundana contra mim. Não há. Há, na verdade, um caminho torto que resolvi seguir. Há um obstáculo que preferi ignorar ao invés de saltar. Há uma erva daninha que apenas podei ao invés de arrancar pela raiz... há apenas um inimigo pessoal contra mim: eu mesma.

Por isso decidi: ando me reinventando, me revestindo em novos planos, me despindo de pudores, me adequando ao círculo que eu mesma criei, me recitando em versos poéticos e escassos, me transportando à altura máxima da alma, me aliviando de culpas e acertando os erros, me restabelecendo ao planeta que me concebeu e até mentindo, às vezes. Hoje eu descobri que apenas eu mesma posso me salvar desse abismo sem fim. Obrigada por me perguntar como anda a minha vida. E a sua?

Não, não é o perfume da moça sentada ao lado, aqui no ônibus. Também não me refiro ao aroma de chulé vindo do salgadinho que aqueles três a...

Não, não é o perfume da moça sentada ao lado, aqui no ônibus. Também não me refiro ao aroma de chulé vindo do salgadinho que aqueles três amigos estão compartilhando no fundão. E, dessa vez, não é cheiro de traíra, também. É um cheiro agradável, doce, uma mistura de almíscar com... não... não consigo pensar em algo tão bom quanto.

***
          Os momentos mais difíceis da vida são as tais despedidas. Um filme passa pela sua cabeça enquanto aquele abraço é dado. Abraço de cinco segundos ou meia hora, não importa, é sempre um longo e delicado abraço doloroso de despedida.
Já dissemos o 'até logo', recentemente, e sei que dessa vez é parecido. Não há espaço para o 'adeus'. Por falar em dizer... ah, quantas coisas bobas foram ditas [e ouvidas] nos últimos meses! Bobas e felizes, pois todos sabem que tem gente pior que a gente, nesse mundo, mas ninguém assim tão feliz e sincero. Sincero como esse abraço. Sincero como essa amizade. Sincero como os frouxos risos que compartilhamos. Sincero como só nós sabemos o quanto!
Pensei em deixar aqui as impressões de nossas milhares de piadas internas, mas... andei pensando bastante sobre elas, sobre todas elas... e fico feliz em mantê-las. Sempre que você encontrar pessoas em alta velocidade, certamente se lembrará de mim. E no anel nos dedos de todos. E quando alguém, por inocência, disser que acordou com isso, irá se lembrar de mim. E rir. E rir muito. E eu até acho isso uma mancada enorme, mas e daí?
Imagem: WeHeartIt
Desça as escadas sem olhar para trás, sem encontrar o reflexo no espelho. Depois abra a porta e... não vá embora. Não #MimDeixa de verdade. Espera para que eu te agradecer por tudo, antes... e acho que se eu passar a vida fazendo isso, ainda não será o suficiente... ainda vou precisar te dar muitos chocolates... e fazer você rir, e rir com você! E vamos morrer de fofura com os gifs que encontramos na internet, e vamos comemorar, sempre... seja a vitória do São Paulo, seja o emprego novo, a nota máxima da prova, os aniversários seus, meus, das amigas, os planos de uma viagem super bacana, a tatuagem nova ou apenas uma simples happy friday night [or saturday] com muita abundância!

***
Nossa amizade cresceu demais. Vê se agora não vai se afastar
Como eu poderia me afastar de algo tão bom? Quem mais iria me fazer rir com os textos que escrevi chorando? Quem mais cantaria, alegremente, cada frase escrita? Quem mais eu poderia difamar no Twitter e vender no Mercado Livre? Claro, tudo isso são provas de nossa amizade. Que cresceu demais nos últimos meses. E vai crescer mais e mais, ainda.


*Texto escrito em 08/10/2013 - Homenagem à Tarla Prado ♥

Sentada no banco da ciclovia, local onde eles deram o seu primeiro beijo, ela viu o carro se aproximar e estacionar na orla da praia. Era ...

Sentada no banco da ciclovia, local onde eles deram o seu primeiro beijo, ela viu o carro se aproximar e estacionar na orla da praia. Era o mesmo carro de que se lembrava: preto com detalhes em prata. Ele, que sempre andou de moto, comprou o veículo depois que ela disse não gostar de motos, assim ele poderia levá-la para passear sempre. Foi nesse mesmo carro que ele a pediu em namoro, ainda trêmulo. Meses depois, ainda nesse carro, ele também a pediu em casamento. Pedido esse que nunca teve uma resposta. E ela se lembrava desse detalhe, com certa culpa no olhar, mas feliz, ao vê-lo manobrar com cuidado, no estacionamento da orla.
             O pai dele, seu ex-sogro, foi o primeiro a descer do carro. Ainda usava o mesmo bigode característico que a fazia rir sempre que ele gargalhava sem abrir os lábios. Ela gostava muito dele e ele sempre a chamava de ‘minha nora preferida’. Quase que no mesmo instante, a porta do motorista se abriu. Ele saía com cuidado. Era alto demais para um carro compacto, então tinha que se esquivar de forma engraçada sempre. Assim que saiu, correu para abrir uma das portas de trás, onde sua mãe estava. Ela se levantou carregando nos braços um bebê: seu neto.
            “Eu quero que vocês me deem um netinho logo”, dizia a sogra, durante os almoços em família, aos domingos. Foram vizinhos durante uma vida inteira e, quando começaram a namorar, agradaram as duas famílias. “Vocês não poderiam me dar presente melhor”, ouvia, ainda em sua mente, a ex-sogra dizer, enquanto observava com atenção aquela família que um dia fora sua.
            Distraída, observando os três membros da sua antiga família mimando o novo pequeno Soares, nem reparou que da porta do carona, lugar que um dia foi seu, saía a nova Senhora Soares: alta, loira falsa, siliconada. Tudo o que ele, um dia, dizia não gostar.  Ela riu ao pensar na ironia. E riu ainda mais, de alívio, por não ser ela ali, com a aliança na mão direita e um bebê no colo, depois de decidir ficar ao invés de realizar seu sonho de construir uma carreira.

            Ela levantou-se do banco, pediu uma água de coco e saiu pela praia, caminhando sozinha, enquanto as lembranças do término voltavam à sua mente: “se você entrar nesse ônibus, estará tudo acabado. Para sempre”. E então ela se foi. 
Praia do Cibratel - Itanhaém; Fotografia: Bruna Sousa