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Pode ser apenas um momento, ou um efeito para toda a minha vida;
Pode ser um arraso ou um arrastão de futilidades aniquilando aquela canção;
Pode ser quem sabe um ser sem jeito de entrar, que cicatriza mais do que sabe amar;
E se for um alguém que mais agrade que ofenda, acompanha a ambição.
Quem sabe se a gente, desse modo inconseqüente, não agüente e arrebente a corrente?
É triste sorrir no final de um dia que nada valeu o sorriso, para quem não mereceu;
É inconsolável arrancar das mãos as rosas vermelhas que murcharam com a solidão.
A ponte mais longa insana a vontade de atravessá-la, com humor negro;
A avenida larga alarga a distância das nossas mãos vazias e geladas;
A brisa noturna arranha a garganta sedenta e seca de lágrimas afogadas na paixão.
Apaga-se o calor do coração, preso num espaço de tempo incerto no relógio da parede;
A cor dos olhos da velha canção ofusca a luz da embriagada noite de inverno.
E se no espaço há espaço para deslocar a lua, encontre-me em um espaço sem gritar;
Confusão e conflitos entregues de mãos beijadas na expressiva diversão;
E se ainda há alguém que confie que podemos simplesmente ser assim...
Não, não falo da verdade e da igualdade das nações, pois, sem voz, muda nada mudará;
É como atingir o público alvo da rivalidade conflitante do seu próprio coração,
Agradecendo oportunidades de convencer a razão a ceder espaço para a emoção.
Pois quem sabe se a gente, desse modo inconseqüente, não agüente e arrebente a corrente?
Será que pode ser assim?

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Sou eu, aquela que suspira em silêncio, Que atiça a vontade que o mar tem em beijar a areia, Que desperdiça o tempo pensando em fazer...


Sou eu, aquela que suspira em silêncio,
Que atiça a vontade que o mar tem em beijar a areia,
Que desperdiça o tempo pensando em fazer de outra maneira,
Que acredita que o acaso é dono da verdade,
Mas permite-se encontrar no destino a doce vontade;
Sou eu, aquela que sonha acordada,
Que chora ao sentir a brisa gelada,
Que sorri ao sentir o calor da estrada,
Que dorme ouvindo o encanto da noite,
Mas acorda na inconstância do nada.

 

É só saber, que de nada tem a ver

Eu não sei porquê, mas me sinto assim, leve e invisível, vazia de ternura e compreensão mas cheia de sentimentos.
Eu estou de um jeito tão sem jeito, de uma perfeita imperfeição, de uma alegria com sorriso molhado.
Eu estou de certa forma contente, mas descontentada com a forma como me sinto.
Estou assim  intolerantemente vaga e pacientemente tenho muito a dizer.
Eu estou aqui, de um jeito ou de outro, apenas esperando você aparecer.
Quem sabe um dia, esse amor assim vai sair da poesia e contaminar o mundo real?


Hoje assiti um vídeo no YouTube que me comoveu.
Se você acredita no amor,clique aqui !
Vale a pena.

       O utro dia eu estava lendo o texto E a felicidade, vai aonde? do meu amigo Gilmar , no blog da sala , e fiquei pensando sobre o as...

       Outro dia eu estava lendo o texto E a felicidade, vai aonde? do meu amigo Gilmar, no blog da sala, e fiquei pensando sobre o assunto. Ele foi profundo e simples ao dizer que a felicidade está nos pequenos detalhes. Às vezes isso parece piegas, ou exagerado, mas ele está certo. Os pequenos detalhes são o caminho da felicidade, aquela alegria espontânea e vívida, aquele sorriso branco e aquele olhar de cumplicidade. Companheirismo, amor e irmandade: Isso é felicidade.
       Ontem, quando eu voltava para casa, cruzei com um senhor que pedia R$0,80 para completar a passagem do metrô e voltar para casa. Ele era vistoso, bem arrumado, perfumado e não parava de repetir que estava envergonhado e que ninguém queria lhe ajudar, chamando-lhe de vagabundo. Não gosto de dar esmolas, mas não vi aquilo como esmola, e sim uma contribuição. Ofertei o único trocado que havia em meu bolso: R$2,00. Ele insistiu para que eu o acompanhasse a uma daquelas barraquinhas de lanche, para trocar o dinheiro e me devolver o troco. Eu neguei e disse que precisava continuar meu caminho. Ele agradeceu. Fui comprar um chocolate e entrei na estação Ana Rosa. Lá embaixo, dou de cara com aquele senhor, já com a passagem em uma das mãos e o troco em outra. Assim que me reconheceu, caminhou até a minha direção, me entregou as moedas e disse: “Que Deus lhe abençoe!”. Sorri e fui embora.
       Hoje, logo ao amanhecer, estava eu já próxima à faculdade, caminhando em direção à Avenida Paulista, quando paro na calçada, ante a faixa de pedestre, aguardando o momento certo de ultrapassar. Ao meu lado haviam muitos jovens engomadinhos. Todos apressados e atrasados para mais um dia de aula, ou de trabalho na metrópole paulista. Quando o farol finalmente fechou, todos ultrapassaram rapidamente, mas eu percebi que do outro lado da multidão havia uma moça com deficiência visual. Ela estava parada, esperando que alguém a ajudasse ou ao menos a avisasse que já era hora de atravessar. Ninguém o fez. Caminhei em sua direção e me preparei para ajudá-la. Neste exato momento um rapaz também havia notado o mesmo que eu e estava disposto a ajudar a moça. Fizemo-lo juntos. Atravessamos a faixa e chegamos ao outro lado. Pedras no caminho e calçadas esburacadas, apoiamos a moça até a próxima esquina. Ele, simpático [e lindo], virou à esquerda e eu continuei com a moça. Perguntei-lhe seu destino e ela me respondeu: Paraíso. Ao chegarmos ao Metrô [sim, o que você achou que fosse? Aquele Paraíso imaginário com anjinhos e cavalos brancos? Tsc tsc], disse à ela que a acompanharia até o final, mas uma amável senhora apareceu e a conduziu pelo restante do caminho, já que eu não iria pegar o metrô.
       Esses dois detalhes me fizeram muito feliz naquele momento. E sempre que posso ajudar a quem precisa, me sinto feliz. As pessoas continuam egoístas em seu mundo, sem querer saber o porquê de um senhor pedir trocados na rua, ou fingirem não notar a presença da deficiente visual atravessando a faixa, ou negando-se a serem educados. Estes dizem ser felizes. Pois se são, congratulations! Prefiro a minha felicidade com as contas do banco chegando pelo correio, ou com a difícil tarefa de sair de casa às 5h20m para estudar e só voltar às 23h30m, após o trabalho. Prefiro a minha felicidade assim, simples e feliz, alegre e responsável, difícil, mas “recompensante”! Assim eu sou feliz, jogando pro ar as preocupações e mergulhando de cabeça na minha paixão de escrever, voando alto pelos céus, meu verdadeiro Paraíso [não, não é o Metrô].

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Parecia o dia perfeito para sonhar
Ouviu a canção que lhe abriu o coração
Mas aquele curto e triste olhar
Lhe trouxe incerteza e decepção

Pobre Sonhadora!
Por que a música não lhe deu uma oportunidade?
Pois na amizade sentiu-se amadora
Como se desconhecesse o sentido real
Das palavras Amigas Eternamente,
Em que em um mundo surreal
A amizade se transforma completamente
Em nada mais que felicidade.

Em seu triste semblante,
A desolada Sonhadora do amor
Sentiu por um longo instante
A forte sensação de dor e horror

Quando, embaixo de chuva ouviu aquele Adeus,
Em seus olhos uma lágrima escorreu
Ao perceber que havia sido ignorada
Num dia em que tudo valia nada

Se eu pudesse lhe consolar no momento,
Doce Sonhadora, a você diria para sorrir,
Pois a vida é um constante desalento
E prefere nossos corações ferir.


*Escrito em  dezembro de 2007, para Biah Lohan

-->             Sempre tive vontade de participar de um sarau, mas a sociedade têm se transformado drasticamente nos últimos anos. O que...

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            Sempre tive vontade de participar de um sarau, mas a sociedade têm se transformado drasticamente nos últimos anos. O que era bom, natural, comum e essencial no século XIX, quase já não é mais conhecido. Se perguntar a uma criança o que significa sarau, provavelmente ela responderá com outra pergunta: é uma doença, igual sarampo? Não, não é uma doença, pelo contrário, é uma riqueza de saúde mental, psicológica, de alma... enfim! Você, assim como a criança, também não sabe o que é? Já ouviu falar e imagina a cena de um pequeno grupo de pessoas utilizando trajes antigos, com linguajar ultrapassado e penteados engraçados? Não digo que você viajou na sua imaginação, pois antigamente realmente esta era uma cena muito comum, mas este não é seu significado. Não se preocupe em procurar no Google ou recorrer ao Wikipédia... explicarei o que é sarau.
            Sarau é um evento cultural, em que o grupo de pessoas discute música, poesia, dança, literatura, pintura, teatro e qualquer outra forma artística colocada em pauta. Geralmente os saraus são realizados em casas particulares, à tarde ou início de noite, em que as pessoas apresentam seus trabalhos e exalam suas veias artísticas, transmitindo seus conhecimentos com aqueles que compartilham da mesma opinião crítica ou gosto cultural. Os saraus estão voltando às vidas sociais do século XXI com mais descontração, mais ingredientes pragmáticos e mais elementos culturais, porém as pessoas ainda não conhecem essa prática rica e prazerosa.
            Nesta última quinta-feira estive reunida com quatro grandes amigas no Batidão, bar e restaurante localizado à Vila Mariana, próximo ao Metrô. O motivo da reunião era puramente matar as saudades, após pouco mais de um mês de férias e também comemorar a recente notícia de que tais férias haviam sido prorrogadas por mais uma semana. Em ambiente descontraído, com outras quatro estudantes de jornalismo que compartilham comigo não apenas a profissão, mas também a paixão pela escrita, pela música, pela arte em geral, a noite seguia agradavelmente, com o bom papo em mesa, as pessoas alegremente à nossa volta e os carros passeando e abrilhantando a noite nas ruas da grande cidade, palco de inúmeras paixões e inspirações.
            Passamos por um momento que desejo descrever em poucas palavras, tal a emoção que me convém, mas sei que não conseguirei. Em nossa mesa aproximou-se um senhor, notavelmente calejado pela vida, entregue ao mundo unicamente segurando as mãos de Deus, o que o tornou forte para continuar seguindo seu caminho mesmo com as desavenças que passou com a própria vida. Estava este senhor receoso em se comunicar conosco, mas nós encorajamo-lo a falar e então seu desabafo carregado de emoção nos permitiu entender sua alma aflita. Este senhor mora em Mogi das Cruzes, e estava à São Paulo catando papelão. Dependia da venda desse material para poder, ao fim do dia, voltar para casa e se alimentar. Porém alguém, talvez por puramente maldade, roubou-lhe o carrinho que continha sua pequena fortuna diária de sobrevivência. Sem ter como voltar para casa, caminhou pelas ruas da capital pedindo trocados aqui e ali, gentilmente, mas os corações impuros das pessoas, extasiadas e sufocadas em egoísmo, caçoavam de sua situação, negando-lhe aqueles poucos trocados que não faria falta a nenhum deles, mas uma enorme diferença àquele pobre senhor. Sou contra esmolas, por saber que a maioria é destinada à compra de álcool ou drogas, mas a maneira com que aquele senhor se aproximou e seu olhar receoso me permitiu confiar em sua palavra. Não apenas confiar, mas compartilhar com minhas amigas a emoção daquele honesto trabalhador brasileiro. Demos-lhe o necessário para voltar para seu lar, que se despediu de nós alegremente gratificado. A nós, aspirantes à jornalistas, restaram-nos emoção e comentários sobre a sociedade e sobre a vida. Ficamos, a partir daquele momento, extremamente sensíveis.
            Minutos após aproximou-se de nós uma jovem senhora carregando em suas pequenas mãos a chave de sua felicidade. Contou-nos que havia ganhado, recentemente, um concurso de poesia, ou algo do tipo, confesso não me lembrar dos detalhes. Oferecia seus poemas aos estranhos para torná-los conhecidos, propagando à própria sorte sua alma poética e romântica. Foram três trechos que recitou. E o último, apesar de não me lembrar das palavras, mexeu um pouco comigo e com minhas amigas. Era singelo e melancólico, profundo e tristonho, amoroso e cético. Era agradável de ouvir, apesar de ter sido recitado por voz tão baixa e tímida. Àquela senhora desejo sorte e sucesso. Seu nome era Constance. Não consigo me lembrar do sobrenome. Mas torço em um dia poder ser conhecido e reconhecido no país. Foi-se.
            Àquelas almas embriagadas de sentimentalismo e emoção, nada mais se podia faltar. Estávamos contentes com os dois últimos casos, e começamos a discutir um pouco sobre poesia. Eu escrevo. Gosto de escrever e gosto de mostrá-los às pessoas. Mencionei meus blogs pessoais e o blog que contribuo da nossa turma de jornalismo. Minha amiga Aninha, que está um semestre adiante, mencionou que também possui um blog pessoal. Já conhecemos o blog da Raquel. Patrícia tirou as teias do seu. A única que não escreve em blogs, mas comentou sobre o dos outros foi a Lívia. Mencionamos como temos colegas talentosos em nossa crescente e bem estimada faculdade. Estávamos orgulhosas de nossas próprias façanhas e capacidade. Patrícia lê um de meus poemas, em voz alta, que intitulei de Negação.
            As coisas andavam a este pé, quando outro ilustre novato cultural apareceu em nossa mesa, trazendo à tiracolo seu mais recente filho: o livro Os dois minutos de Gasolina. Seu nome? Ricardo Carlaccio. Ricardo escreve, edita, publica e divulga seu próprio trabalho. E o interessante é que para divulgar, ele anda pelas ruas da cidade, muitas vezes sem destino algum, apenas mostrando e vendendo sua obra. Ainda não tive oportunidade de lê-lo, mas só pelo seu trabalho já fico desejosa em conhecer sua obra literária, e essa chance terei na semana que vem. Deixo aqui a propaganda: Quem quiser conhecê-lo, entre em contato comigo.
            Após a retirada de nosso terceiro novo amigo, Lívia lê outro poema meu escrito em inglês, ao qual dei o título de Hey, Psiu! Recebi comentários felizes a respeito deste, e mostrei então a tradução, também recitado pela Livinha. Aninha, tímida com seus poemas nas mãos, não mostrou nenhum, mas falou-nos de seu blog. E conversamos o restante da noite sobre poesia, blogs, talentos, heróis, e até música. A noite terminou, e sem nos dar conta, havíamos realizado um sarau, em espaço público, com presença de artistas desconhecidos e variados: um artista da vida: trabalhador brasileiro; um artista da alma: jovem senhora; um artista das ruas: papai coruja e as artistas de estudos e preparação, de crítica, de sociedade e de companheirismo e amizade!

Eu não sei ao certo quando me apaixonei, mas sei que não foi ontem. Aliás, sei sim... foi logo que meus olhos cruzaram com os teus. Nã...

Eu não sei ao certo quando me apaixonei, mas sei que não foi ontem.
Aliás, sei sim... foi logo que meus olhos cruzaram com os teus.
Não dizem ser estes o Espelho d'Alma?
Pois bem, em minha íris refletiu-se sua alma bondosa.
Desde este momento penso em escrever-te singelos versos de amor.
Mas enquanto caminhava com aquele velho All Star preto,
Com os fones no ouvido, sintonizando a velha estação de rádio,
Uma música me encantou, com versos que pareciam ser ditos pelo meu coração:

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário"*
 
A letra, descobri posteriormente, foi escrita por Nando Reis.
A versão que ouvi foi gravada por Cassia Eller.
Logo no primeiro verso me identifiquei com tal canção.
Estranho seria se eu não me apaixonasse 
Por essa pessoa que se tornou parte de minha existência.

"Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito sorri, quando chego ali 

E entro no elevador aperto o 12, que é o seu andar, 
Não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa,
Que não terminamos ontem, ficou pra hoje."
*

Você não está nas Laranjeiras, nem tampouco no Rio.
Está em São Paulo, naquele aconchegante bairro,
Que convida-me a ver as luzes da cidade, à noite,
Banhando os carros que vem e vão, sem destino,
Procurando pelos enamorados de uma noite de inverno.
Frio, desejo te abraçar com todo o meu amor,
E percebo que não mais a cidade, ou o bairro, ou as luzes,
Mas o luar me convida a amá-lo.
Você também não mora num apartartamento,
Mas aquela conversa continuará, sempre, espero!

"Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto
Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato"*

Me sinto parte da tua lista de amigos... quero ser mais do que isso.
Se em minha vida sopra a leveza da paixão, 
Quero contigo compartilhar a alegria de amar,
De compreender o mundo pelo simples gesto de olhar para o céu,
E contemplar as estrelas em tua doce companhia.
E o seu All Star... bem, ele não é azul, mas bege, quase branco...
Combina bem com o meu, que não é cano alto.
Seu endereço: Meu Coração!


*All Star - Nando Reis

--> Tantos nomes perdidos, revirados em meu coração, e aquela certa palavra incoerente marcada no papel à tinta vermelha,...

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Tantos nomes perdidos, revirados em meu coração, e aquela certa palavra incoerente marcada no papel à tinta vermelha, se destaca sobre os demais. Não sei o que mais dói dentro de mim, se acredito ou deixo de gostar. Penso que o mundo mudou e então fecho os olhos e, nos escuro avermelhado de minhas pesadas pálpebras, vejo tudo como sempre foi desde o início. A dor permanece aqui, me permitindo continuar em perigo constante, arrebentando as correntes que me separam da solidão, lembrando o vazio silencioso daquele inóspito coração carregado de rancor, que se dirige à saída sem nem ao menos olhar para trás, atingindo ferozmente o orgulho de quem atende por amor. Lágrimas de sangue escorrendo por este peito sofredor, vazio de esperança, que grita sem ninguém para poder escutar, que chuta sem que ninguém perceba, que se tortura na própria pena de ser só. Meu anjo voou para longe, e não sabe mais como voltar. Já não pode mais me proteger.

Lembro-me dos bons tempos de infância quando, em época de Copa do Mundo, eu percorria as ruas da Móoca pintadas de verde e amarelo, com as b...

Lembro-me dos bons tempos de infância quando, em época de Copa do Mundo, eu percorria as ruas da Móoca pintadas de verde e amarelo, com as bandeirinhas espalhadas por entre os postes e as árvores. Eu achava tudo encantador, admirável, criativo. Pouco me lembro dos jogos daquela época, mas me lembro perfeitamente de encontrar tais ruas impregnadas pelo ar da felicidade compartilhada pelos brasileiros apaixonados pelo futebol. Pelo NOSSO futebol!
Brasileiros: paixão nata, domínio excelente, nascidos com a bola no pé e sorriso nos lábios. A imaginação, a criatividade e essa paixão por esse esporte nos levaram às ruas, por diversas vezes, dividindo em quatro cores a nação, entusiasmando até o mais tímido irmão.
Por muito tempo estive fora de São Paulo, e na minha cidade não se via esse domínio festivo como o que se via em São Paulo. Esta é minha primeira Copa desde meu regresso à capital, e percebo que as ruas não possuem mais aquela graça dos bons tempos. Os torcedores parecem tímidos ao expressarem seu amor pela seleção, colocando poucas bandeirinhas e pintando alguns metros de calçadas. Passando pela Móoca me encantei, novamente, com a doce simplicidade de manifestação apaixonada. Não era como nos meus bons tempos de infância, mas superava as outras ruas da cidade. Tirei algumas poucas fotos, mas como toda boa garota atrapalhada, meu pendrive estava carregado de outros arquivos, e então aqui estão apenas duas das fotos que eu tirei. 
Como boa fotógrafa que sou [cof cof], continuarei torcendo para o Brasil, com aquela mesma  força de brasileira devota, orgulhosa com as conquistas desse nosso país do futebol.
Brasil, rumo ao HEXA!

Por vezes, andando em silêncio, eu ouço o voejar dos pássaros a me seguir, perguntando-me constantemente onde está você, que surgiu em m...


Por vezes, andando em silêncio, eu ouço o voejar dos pássaros a me seguir, perguntando-me constantemente onde está você, que surgiu em minha vida cravando em meu peito aquela estranha sensação de não ter mais a força de respirar, mas ao mesmo tempo aquele doce olhar de cumplicidade que apaziguou meu interior, transformando meu caminho de pedras numa alameda de brilhantes rosas vermelhas.
Ofereço a você todo o amor que produzo neste paraíso colorido: rosas estendidas por todo o caminho, ao lado um lago onde os patos enfeitam a paisagem, e o céu de infinito azul reluzindo, em seus doces olhos castanhos, a beleza da vida resumida no leve afagar das minhas mãos em teus longos cabelos escuros e sedosos.
E enquanto caminhas, espalho por todo o teu caminho o perfume incomparável do jasmim, misturando-se ao forte aroma de seu perfume de rosas, que modifica a atmosfera com a graça e leveza de um néctar retirado da mais pura e sincera parte do ínfimo do meu ser, produzido pelo lampejo pertinente do cruzamento do seu olhar com o meu.
Ao seu lado caminho, esperando que a inconstância permita que minha mão encoste-se à tua, transmitindo-me a correnteza de forte embaraço apaixonado. Vejo-me junto a ti, caminhando de mãos dadas, com aquele beijo na face e aqueles lábios sedentos, pronunciado o que o coração grita: I realize I’m in Love for you!