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“Eu te amo”, ela disse, ainda trêmula, entre soluços, sem a convicção de que aquele era o momento certo. E, de fato, não era. ...

“Eu te amo”, ela disse, ainda trêmula, entre soluços, sem a convicção de que aquele era o momento certo. E, de fato, não era.

A frase saiu como um canto em sustenido: difícil, triste e doído. Dor sentida não apenas pelo cantor, mas também pelo ouvinte. Uma ópera italiana clássica, assistida em companhia do vinho mais seco.

Tais palavras, ditas com veemência e nesta ordem para alguém por quem se apaixonou, eram inéditas nos lábios da garota. Uma ópera em que ela deixou de ser plateia para ser protagonista.

Meio segundo após pronunciar, um calafrio de arrependimento invadiu sua alma. Não por achar que tal sentimento era fraco ou irreal, mas por ter, agora, a tal convicção que procurou segundos antes: não era o momento oportuno. E a certeza esteve revelada pelos olhos do interlocutor. Aquelas palavras o atingiram. Se de forma positiva ou negativa, nem ele poderia dizer.

Eis a magia da ópera: encanta, mexe com a alma, imersa os envolvidos à verdade dos sentimentos mais profundos... e machuca.

Dois segundos em silêncio e um turbilhão de imagens invadiam aquelas mentes: lembranças de um passado não tão distante, bom e [quase] perfeito: um mundo paralelo.

Não esperava um ‘eu te amo também’, mas desejava ardentemente um sorriso que dissesse por si só, um abraço quente e aconchegante, ou apenas a retribuição plena e satisfatória do carinho representado pelo terno e encantador olhar.

Reprodução: Madame Butterfly, de Giacomo Puccini
Porém a nota aguda sufocou a solista em bel canto, um Puccini linda e tragicamente interpretado pela vida real. O lírico, por fim, recebeu a resposta que tanto temia: “os sentimentos mudam”.


A ópera da sua vida nunca mais foi a mesma. 



Imagem: WeHeartIt "- Eu sou rei na depressão - Eu sou rainha" É quase um rei e rainha da pipoca, só que melhorado. E ...

Imagem: WeHeartIt
"- Eu sou rei na depressão
- Eu sou rainha"

É quase um rei e rainha da pipoca, só que melhorado.
E com um brinde à depressão, no final.
Com um copo cheio e a vida na mão. E já fazendo poesia.
E enquanto houver copo, enquanto houver poesia, enquanto houver música e enquanto houver companhia, continuaremos rei e rainha.
Poesia do copo, poesia em dueto.

*Duo com Eduardo da Costa (Duff) - @_Duffe

Imagem: Andrade Jorge O obstáculo era maior que o salto que poderia dar. Teimou. Tentou. Caiu. Quebrou. E nunca mais foi o mesmo. Seu ...

Imagem: Andrade Jorge
O obstáculo era maior que o salto que poderia dar. Teimou. Tentou. Caiu. Quebrou. E nunca mais foi o mesmo. Seu coração era cristal. E, por tamanha fragilidade, decidiu não mais pular, não mais sofrer, não mais amar.

Os sonhos são bons por serem sonhos. Sabemos que, a qualquer momento, iremos acordar. Mesmo que seja durante uma queda após dar aquele pequeno salto menor que o obstáculo. A realidade às vezes machuca. E permanece. E repete. E entristece a alma. Foi uma alma assim que amei. Entristecida por uma realidade cruel. Uma alma que sonha e chora com seus próprios sonhos. Sofre com a exatidão do descaso, com ingratidão do sorriso.


A realidade a maltratou com incultas produções de grandes obstáculos. Ela, um frágil cristal, já quebrado e ‘inconcertável’, usou as próprias ataduras para esconder-se do mundo, fingir-se forte perante a maldade incontrolável da vida. Por fora, pontas afiadas do cristal. Por dentro, a imagem simplória e real da mais bela pétala de rosa cultivada no jardim mais bonito, pelas preciosas mãos apaixonadas. Ela, meu frágil cristal, minha rosa e meu amor... ela, que não sei onde está. 


A gente tinha tudo pra dar errado. E deu. Eu gostava de silêncio. Você era barulho. Eu fazia contas e você, poesia. Eu era o sol e você...


A gente tinha tudo pra dar errado. E deu.

Eu gostava de silêncio. Você era barulho. Eu fazia contas e você, poesia. Eu era o sol e você, a chuva. E de tantas diferenças, ficamos indiferentes à esta relação. Ela foi-se desgastando, desgostando, distanciando. E nos perdemos.
Lembra quando a gente planejou nosso casamento? Teríamos três filhos, um carro vermelho, um apartamento perto do trabalho e uma casa no campo. E depois você decidiu que o campo não era tão bom. Queria a praia. Depois decidiu que a praia não era tão boa. Preferia viajar todos os anos para a Europa. E nessa viagem sem sentido foi apenas você, em pensamentos. Deixando para trás tantos planos e a mim.
Lembra quando você decidiu que o maior sonho da sua vida seria escalar o Everest? Depois teimou que não poderia, pois tinha medo de altura, mas saltou de paraquedas. Assim como tinha medo de lugares abafados, mas adorava aquelas baladas pequenas lotadas de pessoas. Assim como tinha alergia e pavor de insetos, mas passou cinco dias em acampamento com seus amigos.
Eu guardo tudo isso e guardo com rancor, pois foram dias a menos com você. E você nem se importou. Fui te perdendo aos poucos e aos poucos deixava de te amar. Sem perceber. E então você foi embora.

Meu maior medo é você querer voltar enquanto eu ainda estou à sua espera.

Imagem: Google “Você viu o cara novo?”, perguntou a amiga. “Bonitinho. Pena que tem aliança”. E assim começou a história de um roma...

Imagem: Google



“Você viu o cara novo?”, perguntou a amiga. “Bonitinho. Pena que tem aliança”. E assim começou a história de um romance acabado antes mesmo de seu início.

Ou talvez, não.

Almoçaram juntos. E juntos estavam os amigos em comum. Parecia um almoço comum. Mas não trocaram palavras nem entre eles, nem para os amigos. Apenas olhares. Entre eles. E os amigos não perceberam.

Não acabou. E também nem começou.

Semanas depois, um café, em horário comum. Apenas eles, sem os amigos. Feliz coincidência? Não. Ele a observava e esperou que ela se levantasse. Foi atrás e pediu o mesmo café. Sentaram lado a lado. Não conversaram. Ela saiu.

Mais alguns dias se passaram. Ele decidiu não desistir. Seguiu-a. ela não ia tomar café. Ia embora, mas o viu. Imaginou o que se seguiria. Ficou. Tomaram café. Juntos. E conversaram.

E foi assim todos os dias. Dois colegas dividindo o horário do café. Nada mais para dizer.

E o romance? Anda quente, como o café... tão quente que não pode ser tomado. Ele está prestes a se casar.

Ela sabe disso, mas mesmo assim se encantou.

Ele não poderia, mas mesmo assim se encantou.

De encanto em encanto, uma paixão.

"E essa é a história de um romance que nunca começou", ela disse.
Em resposta, ele poetizou: "as melhores histórias de amor são aquelas que nunca foram vividas”.

Ele a abraçou. Abraço quente. Como o café. Como o amor.


Nosso amor é como um sonho: bonito, mas só existe dentro de nós; É como aquele primeiro ar que respiramos ao nascer: jamais sere...



Nosso amor é como um sonho: bonito, mas só existe dentro de nós;
É como aquele primeiro ar que respiramos ao nascer: jamais seremos capazes de viver, novamente;
É como a dor que sentimos e não sabemos explicar;
É como o Sol ou o Luar: misterioso em seu nível peculiar;
É como a dose de tequila que eu não posso tomar;
É como um arrepio que não me canso de estranhar;
É como o rio e as flores, e os pássaros, e as cores...
É belo, tão belo quanto esse sonhar.

Imagem: WeHeartIt.com Doze meses se passaram desde aquela última vez. Neste mesmo horário eu desembarcava na rodoviária, deixando para ...

Imagem: WeHeartIt.com
Doze meses se passaram desde aquela última vez. Neste mesmo horário eu desembarcava na rodoviária, deixando para trás uma vida de alegrias e também de tristezas, mas as MINHAS alegrias e as MINHAS tristezas.

Um pedaço enorme de mim não havia entrado naquele mesmo ônibus que eu e, ao fim da viagem, caminhei cabisbaixa da rodoviária até minha casa. Duas longas horas estendidas por paradas entre um sorvete na praça e o banco à beira-mar.

Não queria entrar em casa, pois colocar as malas no chão do meu antigo quarto, que novamente seria meu, era como assinar o contrato do adeus definitivo. E isso era tudo do qual eu fugia há meses. Foi inevitável.

Ela me olhava e enxergava em meus olhos a dor. Não me perguntou o que havia acontecido. Não me perguntou se eu estava bem ou se precisava de algo. Apenas sentou ali ao meu lado, a noite inteira, e ouviu-me chorar, como há muito não chorava.

Ainda há algumas lágrimas, em certas noites, em silêncio...

"- Eu sou rei na depressão - Eu sou rainha" É quase um rei e rainha da pipoca, só que melhorado. E com um brinde à dep...


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"- Eu sou rei na depressão
- Eu sou rainha"

É quase um rei e rainha da pipoca, só que melhorado.
E com um brinde à depressão, no final.
Com um copo cheio e a vida na mão. E já fazendo poesia.
E enquanto houver copo, enquanto houver poesia, enquanto houver música e enquanto houver companhia, continuaremos rei e rainha.
Poesia do copo, poesia em dueto.

*Duo com Eduardo (Duff) - @_Duffe

Olhe só para você! Usa tantas máscaras de superficialidade, mentiras e falsidade que já nem sabe mais qual a sua verdadeira face. Perdeu-...

Olhe só para você! Usa tantas máscaras de superficialidade, mentiras e falsidade que já nem sabe mais qual a sua verdadeira face. Perdeu-se em tantas falsas identidades que possui. Não sabe nem ao menos se algum dia foi verdadeira consigo mesma.

Olha só esse seu hábito ridículo de dizer que adora uma pessoa e, na primeira oportunidade, deixa-a na mão. E na segunda. E na terceira. E todos os dias. E sempre.

Você consegue alcançar o máximo e o precário em questão de segundos. Em muitos pontos, é minha verdadeira heroína, exemplo de pessoa, e então todos os lados positivos que possui caem para dar espaço a essa estranha mania de filha-da-putice. 

Ao seu lado eu não sei como reagir, pois eu realmente gosto de ti, mas lá no fundo a minha vontade é de te dar uns tapas e dizer: "acorda para a vida, queridinha! esse reinado nunca foi seu! Perca a pose e o rebolado.".

Às vezes torna-se impossível encontrar o seu olhar nos corredores dessa vida sem possuir a vontade de te abraçar e te ignorar, ao mesmo tempo. E outras vezes tenho vontade de te jogar escada abaixo, ou ver você escorregar em direção ao trilho do metrô no momento exato em que o trem chega à plataforma. E então percebo o quanto eu estou sendo horrível com esses pensamentos que apenas você me faz ter.

E percebo, também, o quanto eu gosto de você.

E me pergunto que tipo de relação insustentável é essa que temos. Imagino quantos pensamentos sobre mim passam pela sua cabeça. Com as tuas recentes atitudes, na certa são pensamentos como os meus: ao mesmo tempo que me ama, você deseja me xingar e gritar o quanto me odeia.

E, como um redemoinho, em questão de milésimos de segundos volto a te odiar.

Você é cínica e sem personalidade. Diz A quando gostaria de dizer B, e apenas o diz para não sujar a reputação 'sou FDP e foda-se o mundo' que conquistou nos últimos anos. E isso tem-se consolidado nos últimos meses. Demonstra achar isso bonito, mas eu sei que, quando chega em casa, à noite, e coloca a face no travesseiro, você deseja que as plumas sejam suficientes para te tirar desse mundo corrupto que seu coração impuro criou.

Olha só para você! Tire sua máscara, que talvez eu possa colocar a minha, aquela que diz que eu não dou a mínima para você!

O dia está bonito. Talvez devêssemos abrir as janelas e deixar o sol entrar. Não apenas na casa, mas em nossos corações. O dia está tão l...

O dia está bonito. Talvez devêssemos abrir as janelas e deixar o sol entrar. Não apenas na casa, mas em nossos corações. O dia está tão lindo e lá fora vejo um arco-íris. Sempre há um, após as tempestades. As tempestades de nossas vidas já passaram. Outras virão, tenho certeza, mas agora devemos apenas aproveitar esse sol. Aproveitar e ser feliz. 

Que tal sairmos para algum lugar legal? Já sei! Vamos ao Ibirapuera! Fizemos a promessa de um piquenique há tempos, lembra? Pois chegou a hora de cumpri-la. Ah, como é bom passar a manhã e o início da tarde nesse parque. Andar de bicicleta ou de patins, observar os patos no lago, sentar à sombra de uma árvore e sorrir. Sorrir espontaneamente. Sorrir sinceramente. 

À tarde podemos visitar aquela livraria sensacional que te falei. Livros, e filmes, e DVDs, e chocolates quentes, e sofás aconchegantes... só não vale dormir! Não podemos perder um minuto sequer desse final de semana que deverá ser inesquecível! 

E depois, quando sairmos da livraria, podemos pegar um ônibus e passear pela cidade. Já pensou se fosse um ônibus balada? UAU. Seria perfeito, não acha? Seria um ônibus balada open bar. E ele passaria pelos principais pontos da cidade. Duas horas de música, dança, bebidas e diversão em movimento. 

E não se esqueça de que a noite é uma criança. Acho que, depois do ônibus, deveríamos ir para aquela balada que comentamos, uma vez. Aliás, temos que comemorar seu aniversário, né? E daí que estamos um pouco atrasadas? Ainda é tempo! Brincar de ser feliz e ser feliz de verdade: merecemos isso!

O dia estará amanhecendo, novamente, quando voltarmos para casa. Cantaremos pelas ruas aquelas músicas às quais passamos a noite dançando. E nesse fim de semana esqueceremos aquelas canções 'dor de cotovelo' que ouvimos, algumas vezes. Você sabe do que estou falando.

O sofá será o seu lugar preferido! E eu estarei tão cansada e anestesiada de felicidade que nem me importarei de dormir no tapete. Nossos amigos, aqueles mais próximos, que estarão com a gente nesse momento especial, também se espalharão pelas cadeiras, poltronas e colchões. 

E quando acordarmos, não muito tarde para não perdermos tempo, iremos passear pela cidade. Quem sabe outros parques? Quem sabe outras livrarias? Se estivermos de férias, podemos prolongar o final de semana e pegar o primeiro avião para Buenos Aires. Cinco dias na Argentina, iremos aos pubs, às praças e parques, às baladas... Nem precisa ser em Buenos Aires. Pode ser até no Chile. Ou México. Ou Paraguai. Não importa o destino. O que importa é irmos juntas.

Depois de passar a semana em outro país, temos que voltar ao Brasil. Afinal... Oktober Fest Blumenau é uma de nossas promessas. Podemos passar um final de semana por lá. Ou uma semana inteira. Ahh, vamos passar o mês inteiro. Do primeiro ao último dia do evento! Sonhar faz parte. Realizar não é impossível!

E se ainda for pouco, mesmo com medo, aceito pular de bungee jump. Ou de paraquedas. Ou deslizar as Cataratas do Iguaçu. Ou mesmo que não façamos nada disso, mesmo que apenas peguemos um carro velho e dirigimos o país inteiro, sem um rumo certo, vamos fazer isso! Vamos fazer algo! 

E então iremos contar aos nossos netos... das aventuras de nossos vinte e poucos anos... da felicidade em compartilhar essas aventuras, ou compartilhar até mesmo um café, com os grandes amigos que a vida nos dá. Obrigada, Cinthia!